domingo, 16 de setembro de 2012

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Era pra ser apenas um número,
ou é pra ser sexo.
Falar de sexo com número,
é a mesma coisa que não fazer.

Este número vi na rodoviária de BH,
num daqueles carregadores de mala.
Será que zoam ele quando veem o número?

Não sei ao certo
nestes versos inconclusos, tortos,
de pouco cadenciamento,
um número fica na memória,
é de certo não é sexo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A mulher de biquíni na Savassi

A espera de um amigo
Próximo à praça da Savassi
Surge uma mulher
Rasga o cartaz de um político
Com ele em mãos
Deita perto da fonte
Como ela mesma diz
Uma cachoeira invertida
Vestida com seu biquíni azul céu
E umas gordurinhas  a mais
Escarrapacha na beirada         
Tira foto, vira famosa por um dia
Vai embora feliz e acompanhada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A crente chique

Sandalha de plástico,
saia jeans,
cabelo preso igual rabo de cavalo.
Compra adoidado.
Sou chique bem,
adoro as últimas tendências gospeis.
Só o figurino é que não muda.

Cliente chata

A mulher entra na loja reclama do preço, reclama da cor chamando-a de morta, reclama do tecido e vai embora. Lembra-me daquelas mulheres mal amadas e resolvidas que precisam por tudo pra baixo para se sentirem o máximo. Mulheres assim, são como batatas. Se você cozinhar viram purê, aquela pasta sem forma e sem substância.